Últimas Notícias

NOVOS FILHOTES

Já estão disponíveis filhotes desta temporada. Para saber mais...

CLICK AQUI




ADULTOS DISPONÍVEIS

Para ver aves adultas disponíveis...

CLICK AQUI




Calendário Torneios

«   Abril 2014   »
doseteququses
  1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
   

Quem está Online

Nós temos 36 visitantes online
Parceiros:
Banner
Banner
Banner
Banner

Visitantes

mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje167
mod_vvisit_counterOntem409
mod_vvisit_counterNa Semana3310
mod_vvisit_counterNo Mês11243
mod_vvisit_counterTodos1293114
O Bicudo PDF Imprimir E-mail

          O Bicudo, Oryzoborus Crassirostris Maximiliani (Cabanis, 1851), sem sombra de dúvida, é o mais aristocrático dos pássaros canoros. Possui canto melodioso, rico em notas e com voz flauteada. Toma postura ereta ao cantar, com o peito empinado e a cauda abaixada, destacando sua valentia e disposição para disputas territoriais. A frase musical do canto dos bicudos apresenta, por vezes, mais de 20 notas.
          Muitos são os dialetos de canto de bicudo, originados nas várias subespécies e em diferentes regiões, pois já foram encontrados do norte da Argentina até o Sul do México. Há quem afirme tê-los visto no sudoeste da África. Já é considerado extinto no estado de são Paulo e muito raro em outras regiões. 
          Prefere regiões de clima quente, com temperatura acima de 25°. Habita veredas com arbustos, beira de capões e brejos, principalmente onde haja o capim-navalha (Hypolytrum pungens), navalha-de-macaco (Hypolytrum schraerianum ) ou a tiririca (Cyperus rotundus) seus alimentos básicos na natureza. Aprecia ainda o arroz (Oryzo - Arroz / Borus - Aquele que gosta de ), o que colabora muito para o seu desaparecimento, vitimado por agrotóxicos.
    


As subspécies de maior destaque são:
1-Oryzoborus crassirostris (Bicudinho-belenzinho)
2-Oryzoborus m. maximiliani (Bicudo-verdadeiro)
3-Oryzoborus m. gigantirostris (Bicudo-pantaneiro)
4-Oryzoborus m. atrirostris (Bicudo-do-bico-preto)
5-Oryzoborus m. magnirostris (Bicudo-pataneiro-grandão)


1 - Oryzoborus crassirostris crassirostris (Gmelin, 1789)
Distribuição :         Nordeste do Peru, leste da Colômbia, Venezuela, Trinidad, Guianas, região adjacente do Brasil amazonico, estuário do rio Amazonas, ilha de Marajó.
Descrição :   Difere do maximiliani pelo tamanho, também pelo bico cor de chumbo e pequeno. Mede 13 a 14 centímetros. Envergadura de 22 centímetros. Pesa por volta de 22 gramas. Cauda um pouco curta.  Canta de estalo.  É conhecido no meios dos criadores como Bicudo Belenzinho ou Parazinho. Domesticamente, não costuma ter características de valentia e tão pouco é cantador. Demonstra pouca agressividade com outros bicudos. Os entendidos não criam esse tipo de bicudo. É raríssima sua utilização como matriz de criação; quando isto acontece, é obrigatório o cruzamento com subespécies de mais qualidade.  A fêmea se confunde com a do curió, sendo apenas um pouquinho maior.
Nome inglês : Large-billed Seed-Finch


2 - Oryzoborus m. maximiliani (Cabanis, 1851)
Distribuição : Brasil central e oriental – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mina Gerais, Oeste da Bahia.
Descrição :   Mede de 15 a 16 centímetros. Envergadura de 23 centímetros. Peso por volta de 25 gramas. O bico é grosso e forte, com textura óssea. Cantador e valente, demonstra acentuada agressividade. É o mais utilizado como matriz de criação e o grande vencedor de qualquer tipo de torneio de canto. É conhecido como bicudo espécie típica e está praticamente extinto em estado selvagem, contudo é o que mais está sendo procriado em ambientes domésticos e tem por isso sua preservação assegurada.
Nome inglês : Greater Large-billed Seed-Finch


3 - Oryzoborus m. gigantirostris (Schauensee, 1939)
Distribuição: Nordeste da Bolívia, Sudeste da Colômbia e do Peru e regiões limítrofes do Oeste do Brasil.
Descrição: Mede de 18 a 19 centímetros. Envergadura de 24 centímetros. Peso por volta de 32 gramas. O bico bronzeado, de textura óssea e volumoso. A fêmea tem o bico tendendo a branco. A cabeça é bem grande e larga. Canto flauteado. É muito cantador. Demonstra valentia e agressividade médias. É conhecido por Bicudo Pantaneiro Boliviano do Bico Escuro. É muito procurado como matriz de criação para cruzamento com a espécie típica. O resultado é um animal belíssimo.
Nome inglês : Greater-billed  Greater Large-billed Seed-Finch

4 - Oryzoborus m. atrirostris  (Sclater, 1878)
Distribuição: Bolívia e regiões limítrofes do Brasil na fronteira do Mato Grosso do Sul. De população pouco numerosa.
Descrição: Mede de 16 a 17 centímetros. Envergadura de 24 centímetros. Pesa por volta de 27 gramas. O bico é escuro tendendo a preto. É muito cantador, valente e agressivo. O canto é flauteado. Muito procurado como matriz de criação. Difere da espécie típica por ser maior e de bico mais escuro. É também campeão quando participa de torneios de canto. É conhecido como Bicudo do Bico Preto.  Nome inglês : Black-billed  Seed-Finch


5 - Oryzoborus m. magnirostris (Phelps-Phelps, 1950)
Distribuição: Nordeste da Bolívia e Sul do Peru.
Descrição: Mede de 18 a 20 centímetros. Envergadura de 27 centímetros. Pesa por volta de 34 gramas. O bico é esbranquiçado, com fundo levemente amarelado e muito grande. A cabeça é também grande e um pouco menos volumosa que o gigantirostris. É conhecido como Bicudo Panteneiro Grandão do Bico Branco. Canta de estalo. É cantador e não tem a característica de ser repetidor. Domesticamente demonstra pouca valentia e não é agressivo. Desperta interesse para cruzamento com a espécie típica. 
Nome inglês : White-billed Greater Seed-Finch

          Na média das subespécies pesa cerca de 25 g, apresenta um comprimento de 16 cm e uma envergadura de 23 cm, o que lhe confere a capacidade de voar muito rápido e por longas distâncias. É dotado de ótima visão e possui bico grosso e cônico, próprio para esmagar sementes.
          Quando adultos os machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A  parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Seu bico é branco ou manchado na maioria dos bicudos. Os da subespécie Astrirostris apresentam seu bico totalmente preto.
          As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, em tons de castanho.
          Durante a maior parte do ano são encontrados aos casais. Territorialista por essência, demarca para si uma área circular com cerca de cem metros de raio, que defende contra todos os intrusos. As disputas por território e pela simpatia das fêmeas apresentam forma de desafio de canto, dificilmente chegando à agressão física. Essa característica permitiu ao homem a organização de torneios, com disputa de cantos entre bicudos colocados próximos uns dos outros. Nos meses do Outono é comum encontrar-se bandos de filhotes e adultos, que costumam migrar para locais mais quentes durante o frio do inverno.
          Na natureza não há registro de exemplar que tenha vivido mais de dez anos, porém em cativeiro atingem, facilmente, 30 anos ou mais, por receberem dieta balanceada, cuidados sanitários e pela ausência de predadores. Atinge a maturidade sexual com cerca de dois anos e meio. Com a sucessão das gerações reproduzidas em cativeiro estão se tornando mais precoces, com machos iniciando a reprodução com dois anos e as fêmeas com um ano e meio.
          As posturas são de dois ovos (excepcionalmente três) e o período de incubação variando de 13 a 15 dias, conforme as condições de temperatura ambiente e umidade relativa do ar. A estação reprodutiva vai de outubro a março e um casal pode tirar até três ninhadas no período. Na maioria das vezes o resultado de uma ninhada é um casal de filhotes.
          Atualmente são reproduzidos com certa facilidade em cativeiro, e é essa a grande garantia para a perpetuação da espécie. O Governo Federal, através do IBAMA, incentiva, orienta e normatiza procedimentos para a manutenção e transferência de posse dos pássaros silvestres reproduzidos em cativeiro.